Paulo Freire
e a interdisciplinaridade
em São Paulo
João Zanetic*

“Uma das ilusões liberais
é que a instrução, por si só, seja fator
capaz de transformar a sociedade, quando sabemos que em países
como o Brasil o problema só poderá ser solucionado
pela conjugação entre educação e consciência
política progressista.
Antonio Candido” 1
Introdução
Alguns dias depois que recebi o convite do Marcelo
Aguirre2
para escrever um pequeno artigo sobre nosso saudoso educador Paulo
Freire (1921-1997) para esta publicação marcando o
décimo aniversário de sua morte, uma notícia
publicada em um jornal de São Paulo me forneceu a inspiração
que eu procurava para a abertura do artigo. Essa notícia
apresentava os resultados de uma pesquisa - realizada em parceria
da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância)
com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais)
- que apontava o bom desempenho de algumas poucas dezenas de escolas-modelo
públicas de ensino fundamental do país. Segundo a
notícia, os principais ingredientes responsáveis pelo
destaque da boa qualidade dessas escolas incluíam: professores
que incentivam atividades a serem realizadas em sala de aula e que
têm formação continuada; estudantes interessados
e esforçados nas tarefas escolares; propostas pedagógicas
ligadas à realidade dos alunos; participação
de universidades públicas na elaboração das
propostas pedagógicas e o envolvimento dos pais e da comunidade
no processo de aprendizado.3
Um editorial do mesmo jornal, ao comentar o conteúdo dessa
pesquisa, conclui que, embora as propostas pedagógicas dessas
escolas sejam relevantes, “as receitas das 33 instituições
selecionadas pelo Unicef e pelo Mec não são universalizáveis”.4
Ao ler essa notícia e a avaliação
do editorial, imediatamente veio-me à mente uma prazerosa
lembrança de uma experiência educacional que, entre
várias outras, também possuía os ingredientes
acima citados e que tinha e tem tudo para ser universalizada nas
escolas do país. Essa experiência educacional, que
tive a satisfação e o orgulho de ter participado como
um dos representantes da Universidade de São Paulo, ocorreu
entre os anos de 1989 e 1992, na Administração Popular
do Município de São Paulo na primeira gestão
do Partido dos Trabalhadores (PT). Nesses anos teve lugar o Movimento
de Reorientação Curricular, que foi comandado por
Paulo Freire que, na maior parte desse período, desempenhou
o cargo de Secretário Municipal de Educação.
A experiência educacional nas escolas de ensino fundamental
da rede municipal denominava-se “Projeto Interdisciplinar,
via Tema Gerador”.
Creio que é relevante e atual relembrar algo
dessa experiência educacional principalmente neste momento
da vida do país quando a péssima qualidade da educação
dos jovens brasileiros tem ocupado as páginas de nossos jornais.
Tanto durante a primeira gestão de Lula como presidente da
República, quanto no início de sua segunda gestão,
a política educacional dominante está distante do
legado educacional de Paulo Freire.
Para situar melhor essa experiência exporei
brevemente algumas concepções freireanas críticas
à educação tradicional e suas propostas alternativas.
Educação bancária
Paulo Freire denominava o modelo tradicional de prática
pedagógica de “educação bancária”,
pois entendia que ela visava à mera transmissão passiva
de conteúdos do professor, assumido como aquele que supostamente
tudo sabe, para o aluno, que era assumido como aquele que nada sabe.
Era como se o professor fosse preenchendo com seu saber a cabeça
vazia de seus alunos; depositava conteúdos, como alguém
deposita dinheiro num banco. O professor seria um mero narrador,
nessa concepção de educação. Nessa narração
a realidade apareceria como algo imutável, estático,
compartimentado e bem comportado, como se fosse uma “coisa
morta”. Se na alfabetização dominava o “b”,
“a”, “ba”, no ensino fundamental e médio
deveria dominar a repetição, a memorização,
algo que nas aulas de física se resumiria no “x = xo
+ vot + 1/2at2” ou “a segunda lei de Newton diz que
a força é igual à massa vezes aceleração”,
entre outras tantas fórmulas e frases a serem memorizadas.
Tanto a concepção “bancária”
da educação que Paulo Freire também denominava
como a educação como prática de dominação,
quanto sua negação, representada pela concepção
problematizadora e emancipadora de educação, apareceram
pela primeira vez no seu livro Pedagogia do oprimido, escrito durante
seu exílio no Chile nos anos 1967-1969 e publicado inicialmente
em Nova York, em setembro de 1970. Esse livro, devido à censura
imposta pela ditadura militar, que em 1964 expulsara seu autor do
Brasil, só teve sua primeira impressão brasileira
em português em 1975, depois de terem sido publicadas edições
em inglês, espanhol, italiano, francês, alemão,
holandês e sueco! 5
“A pedagogia do oprimido, como
pedagogia humanista e libertadora, terá dois momentos distintos.
O primeiro, em que os oprimidos vão desvelando o mundo da
opressão e vão comprometendo-se na práxis com
a sua transformação; o segundo, em que, transformada
a realidade opressora, essa pedagogia deixa de ser do oprimido e
passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação”.6
Embora sua preocupação original estivesse
relacionada com a problemática envolvida na educação
de adultos (alfabetização e cultura), sua análise
sempre transcendeu essa educação e propiciou temas
que nos ajudam a entender vários conceitos cruciais: a educação,
o professor, o aluno, a escola, o conteúdo escolar com finalidades
sociais, o respeito pela cultura popular, entre outros.
A palavra geradora na alfabetização
de adultos
Em um livro7
publicado alguns anos antes do Pedagogia do oprimido, Paulo Freire
delineava no trato do problema da alfabetização de
adultos algumas concepções que marcariam a reformulação
curricular por meio da interdisciplinaridade, no período
de 1989 a 1992. Por conta disso, creio que é útil
resgatar algumas dessas idéias. Sua prática educacional
estava baseada nas experiências por ele acumuladas no campo
da educação de adultos em áreas proletárias
e sub-proletárias, urbanas e rurais do Brasil durante as
décadas de 50 e 60 do século passado.
Desde o início fora afastada qualquer hipótese
de uma alfabetização puramente mecânica. Como
educar, como auxiliar o homem e a mulher analfabetos a decodificarem,
entenderem e usarem os diversos sinais gráficos que os cercam
no cotidiano, no trabalho, no lazer e na vida política? Como
proporcionar-lhes os meios necessários para superar suas
atitudes, mágicas ou ingênuas, diante da realidade?
Paulo Freire apresentava sua resposta propondo: a) um método
ativo, dialógico, crítico e criticista; b) uma modificação
no conteúdo programático da educação
levando em conta a realidade vivenciada pelo educando; c) o uso
de técnicas como a da redução temática
e da codificação.
De uma forma bem abreviada estas são as várias fases
de elaboração do método:8
1. Levantamento do universo vocabular dos grupos com
que se trabalha; são palavras ligadas às experiências
existenciais, profissionais e políticas dos participantes
dos diferentes grupos.
2. Escolha das palavras geradoras 9,
selecionadas do universo vocabular pesquisado. Para essa seleção
devem ser obedecidos os seguintes critérios: a) riqueza fonética;
b) as palavras selecionadas devem responder às dificuldades
fonéticas da língua; c) teor pragmático da
palavra implicando numa maior pluralidade de envolvimento da mesma
numa dada realidade social, cultural e política.
3. Criação de situações
existenciais típicas do grupo com que se vai trabalhar.
4. Elaboração de fichas-roteiro, que
auxiliem os coordenadores de debates no seu trabalho.
“A programação desses
debates nos era oferecida pelos próprios grupos, através
de entrevistas que mantínhamos com eles e de que resultava
a enumeração de problemas que gostariam de debater.
“Nacionalismo”, “Remessa de lucros para o estrangeiro”,
“Evolução política do Brasil”,
“Desenvolvimento”, “Analfabetismo”. “Voto
do analfabeto”, “Democracia”, eram entre outros,
temas que se repetiam, de grupo a grupo.”10
5. Feitura de fichas com a decomposição
das famílias fonéticas correspondentes aos vocábulos
geradores.
A execução prática era realizada com a projeção
de situações com a palavra geradora, por exemplo,
entre pedreiros, a palavra tijolo. A seguir esgota-se a análise
(descodificação) da situação dada. Projeta-se
a palavra geradora TIJOLO. Na seqüência trabalha-se a
separação da palavra em sílabas: TI JO LO.
E, finalmente, elabora-se a “ficha da descoberta”:

Solicita-se aos participantes do círculo de
cultura que o grupo forme palavras utilizando a “ficha
da descoberta”. Assim surgem, por arranjo das sílabas:
tatu, luta, tijolo, lajota, tito, loja, lote, teta, tela, jato,
tijela (tigela) e até frases como tu ja le (tu já
lês). Surgem ainda palavras juntando sílabas e vogais:
tio, leite, jeito, lua, etc.
Terminados esses exercícios orais o homem e
a mulher passam a escrever.
“E isso se verificou em todas as
experiências que passaram a ser feitas no País, e que
se iam estender e aprofundar através do Programa Nacional
de Alfabetização do Ministério de Educação
e Cultura, que coordenávamos, extinto depois do Golpe Militar”.11
Essas palavras de Paulo Freire valem como registro
da violência da ditadura militar instalada no país
em 1964 e que interrompeu esse processo de alfabetização.
Paulo Freire só retornaria ao Brasil em 1979, em função
da aprovação da Lei de Anistia Política, conquistada
por intensa campanha popular.
Projeto Interdisciplinar,
via Tema Gerador
A educação problematizadora de Paulo
Freire rompe com a polarização entre professor e alunos,
dominante na educação bancária, propondo em
seu lugar o par educador-educandos. Nessa educação
predomina o diálogo entre educador e educandos envolvidos
num processo que deve propiciar a construção de um
diálogo inteligente com o mundo, problematizando o conteúdo
que os mediatiza. O costume de aceitar como neutro o conteúdo
educacional, mesmo numa área do conhecimento como a física,
tem que ser abandonado.
Como escreveria Demétrio Delizoicov, que desempenhou um papel
importantíssimo quando atuava como assessor na reformulação
curricular do “Projeto Interdisciplinar, via Tema Gerador”,
o próprio termo conteúdo deveria ser analisado criticamente.
“Critérios mínimos,
objetivamente colocados, precisam ser explicitados para a seleção
do conhecimento universal – que tem uma natureza ampla, dinâmica,
não acabada – sob pena de se reduzirem apenas aos mesmos
dos manuais didáticos e programas escolares já propostos,
isto é, roupa nova sobre a mesma velha carcaça.
Não é apenas a forma de
abordagem do “conteúdo”, mas o próprio
“conteúdo” escolar que deve estar em questão
na construção de uma educação progressista.”
12
A construção da educação
libertadora tem que enfrentar o problema de selecionar o conteúdo
que constituirá o conhecimento a ser processado na escola
de modo democrático, competente, culturalmente significativo
e comprometido com a transformação social e que, ao
mesmo tempo, tenha por eixo os interesses e necessidades da maioria
da população.
A realização dessa tarefa no “Projeto
Interdisciplinar, via Tema Gerador” guardava alguma semelhança
com o que foi descrito acima sobre a escolha das palavras geradoras
do processo de alfabetização. A seleção
de elementos culturais representados pelas diferentes áreas
do conhecimento passou por um processo de várias etapas para
a construção curricular, com base na interdisciplinaridade,
e por vários momentos pedagógicos para a construção
da organização didática a ser trabalhada com
os alunos nas unidades de ensino. Todo esse processo envolveu professores
das diferentes áreas do conhecimento e a assessoria composta
pelos docentes universitários, além dos alunos, demais
trabalhadores em educação e representantes de pais
de alunos.
Utilizando o material da proposta do grupo de ciências
naturais do “Projeto”, vou apresentar resumidamente
como ocorreram essas etapas e momentos. Primeira etapa: levantamento
preliminar de informações sobre as condições
da localidade em que se encontrava a escola. Segunda etapa: esse
levantamento possibilitava a análise e escolha de situações
contraditórias, que eram codificadas (desenhos, fotografias
ou depoimentos orais) para serem utilizadas na etapa seguinte. Terceira
etapa: constituía-se um “círculo de investigação
temática” – envolvendo professores, alunos, assessores
e conselhos de escola - que iniciava um processo de descodificação
das situações escolhidas para discussão; era
um momento de problematização quando eram identificados
os “temas geradores”; essa etapa desempenhava o importante
papel de formação continuada de professores em serviço.
Quarta etapa: era realizado um estudo interdisciplinar e sistemático
de todo o material coletado visando à redução
temática para a construção do programa. Quinta
etapa: produção e discussão do material didático
(textos específicos temáticos de cada área,
diretrizes, abordagens epistemológicas, entre outros), ao
longo do ano letivo, com a equipe de professores e assessores universitários;
dessa forma, o professor deixava de ser um mero reprodutor de currículos
tradicionais.
A organização didática nas salas de aula era
realizada sistematicamente por meio de três momentos pedagógicos:
1. Estudo da Realidade: discussão crítica
de uma situação da realidade, visando a sua compreensão,
a partir da visão que o aluno tem sobre ela.
2. Organização do Conhecimento: estudo
do conhecimento universal das diferentes áreas do conhecimento
buscando conteúdos específicos e cotejando as visões
distintas; nesse momento fica explicitado o conflito entre essas
visões de mundo na construção do conhecimento
científico; é o momento da ruptura com um obstáculo
epistemológico.
3. Aplicação do Conhecimento: neste
momento, o conteúdo apreendido é utilizado para reinterpretar
a situação apresentada no primeiro momento; esse conhecimento
é também extrapolado para outras situações;
nesse momento busca-se a síntese dos momentos anteriores.
Eis uma lista de alguns temas geradores que surgiram
em escolas no Núcleo de Ação Educativa 6 (NAE
6): falta de lazer; violência na convivência; córrego/lixo;
falta de segurança; utilização do tempo livre;
escola e televisão; dificuldades no relacionamento humano;
falta de organização social; desemprego; falta de
saneamento básico; enchente/lixo; ser humano: uma ameaça
ao planeta; baixo salário; escola para quê?; relações
locais conformistas e precariedade do trabalho.
A definição do tema gerador que iria
ser utilizado por determinada escola não era uma tarefa fácil
e rápida. Ao contrário, exigia uma discussão
e aprofundamento de potenciais temas geradores que muitas vezes
chegava a ser dramático. Muitas vezes era difícil
para professores e alunos aceitarem que sua escola e seu bairro
fossem problemáticos a tal ponto que gerassem temas para
serem debatidos no currículo escolar.
Deve-se destacar que a implementação da mudança
curricular, ao final de 1992, término da gestão da
Administração Popular do Município de São
Paulo, ainda estava em processo de consolidação quando
foi interrompida pela gestão que tomou posse em 1993.
Creio que vale acrescentar aqui uma citação
um pouco mais longa de Paulo Freire e que é um desabafo crítico
presente em um de seus últimos livros:
“Ao contrário do que pensam
os irresponsáveis, a linguagem de quem se insere na realidade
contraditória, movido pelo sonho de fazê-la menos perversa,
é a da possibilidade. [...] É a fala de quem, certo
do rigor ético de sua luta e de seu sonho contra a perversidade
de uma sociedade desigual como a nossa, faz tudo o que pode para
mobilizar e organizar as classes populares e outros segmentos sociais
para que democraticamente se instaure um governo mais justo. [...]
Na verdade, se tudo fizermos para democratizar a escola do ponto
de vista da quantidade e de sua qualidade, estaremos certos em nossa
opção progressista, não importa se venceremos
ou não a próxima eleição. O fato de
não termos obtido aprovação à nossa
proposta no trato geral da coisa pública, da saúde,
da educação e da cultura não invalida o sonho
democrático. Não posso elitizar minha compreensão
do mundo só porque fui derrotado numa eleição
democrática; preciso, sim, continuar a luta pelo aperfeiçoamento
e democratização das instituições da
sociedade. Também não posso simplesmente responsabilizar
o povo culpando-o por não saber votar ou acusá-lo
de ingrato. Devo identificar a presença da ideologia e a
inexperiência democrática enraizada em nossas tradições.”
13
Vale também mencionar que o educador
Antonio Fernando Gouvêa da Silva, que também participou
dessa proposta de Paulo Freire em São Paulo como coordenador
do NAE 6, nos últimos anos tem assessorado movimentos de
reorientação curricular utilizando o “Projeto
Interdisciplinar, via Tema Gerador” como referência
básica. E isso ele fez ou está fazendo em várias
cidades como Angra dos Reis (RJ), Belém do Pará (PA),
Caxias do Sul (RS), Chapecó (SC), Crisciúma (SC),
Dourados (MS), Esteio (RS), Goiânia (GO), Gravataí
(RS), Maceió (AL), Porto Alegre (RS) e Vitória da
Conquista (BA).14
A prática da educação emancipadora
comandada por Paulo Freire em São Paulo entre 1989-1992 e
multiplicada nas várias experiências acima mencionadas
permite concluir que ela é uma proposta universalizável
no Brasil. Basta vontade política e luta popular que a sustente.
Essa proposta de Paulo Freire também
me parece adequada ao desafio proposto pelo filósofo István
Mésszáros em livro recentemente publicado, quando
ele diz que é preciso “romper com a lógica
do capital na área da educação”
substituindo as formas dominantes de educação que
se restringem a “fornecer os conhecimentos”
e um “quadro de valores” que servem à
máquina produtiva e quase nada mais.15
A educação não pode ser
simplesmente reprodutora da ideologia dominante. É verdade
que o educador e a educadora críticos não podem sozinhos
transformar o país para além do capital mas, como
acreditava Paulo Freire, eles podem demonstrar que é possível
mudar. E isto reforça nele ou nela a importância
de sua tarefa político-pedagógica.16
* Professor do Instituto de Física
da USP.
1. CANDIDO, Antonio. “Apresentação”, em
VALENTE, Ivan e ARELARO, Lisete. Educação e políticas
públicas. São Paulo: Xamã, 2002, pág.
7.
2. Marcelo Aguirre é assessor do mandato do Deputado Federal
Ivan Valente (PSOL/SP).
3.CONSTANTINO, Luciana. Ensino público tem 33 escolas modelo.
Folha de São Paulo, 20/12/2006, pág. C4.
4.Editorial. Folha de São Paulo, 24/12/2006, pág. A2.
5.Eu mesmo li pela primeira vez o livro mais famoso de Paulo Freire,
em 1973, na versão inglesa Pedagogy of the oppressed,
publicada na coleção Penguin Education Titles.
6.FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro, Ed.
Paz e Terra, 2ª edição, 1975, pág. 44.
7.FREIRE, Paulo. Educação como prática da
liberdade. Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 4ª edição,
1974. Paulo Freire concluiu a escrita desse livro no exílio
em Santiago, capital do Chile, na primavera de 1965.
8.Ibid., págs. 112-118.
9.“Palavras geradoras são aquelas que, decompostas em
seus elementos silábicos, propiciam, pela combinação
desses elementos, a criação de novas palavras.”
Ibid, nota de rodapé da pág. 112.
10.Ibid., pág. 103.
11.Ibid., pág. 119.
12.DELIZOICOV, Demétrio. Conhecimento, tensões e
transições. Tese de Doutorado, FEUSP, São
Paulo,1991, g.131.
13.FREIRE, Paulo. À sombra desta mangueira. São
Paulo: Editora Olho d’Água, 1995, págs. 44-45.
14.SILVA, Antonio Fernando Gouvêa da. A construção
do currículo na perspectiva popular crítica: das falas
significativas às práticas contextualizadas. Tese
de Doutorado, PUC/SP, São Paulo, 2004.
15.MÉSSZÁROS, István. A educação
para além do capital. São Paulo: Boitempo Editorial,
2005, pág. 47.
16.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários
à prática pedagógica. São Paulo: Editora
Paz e Terra, 1997, págs. 126-127. |